Os brasileiros deixaram de resgatar mais de R$ 4 bilhões em prêmios de loterias no período entre 2016 e 2025, segundo dados da Caixa Econômica Federal. Esses valores, que deveriam ser pagos aos ganhadores, acabam tendo outro destino: são integralmente direcionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), contribuindo para o financiamento de estudantes do ensino superior.
A média anual de prêmios esquecidos chega a cerca de R$ 334 milhões, com destaque para 2021, quando o volume não resgatado atingiu aproximadamente R$ 587 milhões — o maior da série histórica. Nos anos mais recentes, os números continuam elevados: em 2023, foram R$ 485,7 milhões, enquanto 2025 fechou com cerca de R$ 474,7 milhões em valores não retirados.
A regra para essa destinação está prevista na Lei 13.756/2018, que determina que todo prêmio não reclamado dentro do prazo legal seja transferido ao FIES. O prazo para saque é de até 90 dias após a data do sorteio. Após esse período, o valor é considerado prescrito.
Esse cenário reforça a importância de os apostadores conferirem atentamente seus bilhetes — inclusive em faixas secundárias de premiação — e respeitarem os prazos de resgate. Para retirar o prêmio, é necessário apresentar o comprovante da aposta ou bilhete premiado, além de documento oficial com foto e CPF.
Além de beneficiar diretamente ganhadores, as loterias também cumprem um papel social relevante. Parte dos recursos arrecadados é destinada a diversas áreas, como educação, esporte e segurança pública. No caso dos prêmios não resgatados, o impacto é direcionado especialmente ao ensino superior, por meio do financiamento estudantil.
Para a rede lotérica, o dado serve como alerta e oportunidade: orientar os clientes sobre a conferência dos jogos e os prazos de saque é uma forma de fortalecer a credibilidade do setor e garantir que os apostadores usufruam de seus direitos.
Fonte: Caixa Econômica Federal e G1.